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Erros jurídicos que custam caro na abertura da sua empresa

  • Foto do escritor: Agência  Eika
    Agência Eika
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


Abrir uma empresa envolve decisões estratégicas que vão muito além do nome fantasia ou do modelo de negócio. Detalhes jurídicos ignorados no início costumam gerar conflitos, multas e prejuízos que poderiam ser evitados com planejamento. A seguir, estão três erros recorrentes que impactam diretamente a saúde operacional e financeira de novos empreendimentos.


1. Contrato Social Genérico: a origem dos conflitos societários


Grande parte dos litígios entre sócios nasce de cláusulas mal formuladas. Um contrato social genérico — desses baseados em modelos prontos encontrados na internet — ignora aspectos fundamentais da realidade da empresa, como riscos específicos, o ramo de atuação e a dinâmica entre os sócios.

Quando documentos desse tipo não definem prerrogativas individuais, critérios de administração, regras claras de entrada e saída ou mecanismos de resolução de impasses, qualquer divergência operacional rapidamente evolui para disputa jurídica.

Impactos comuns de um contrato mal estruturado incluem:

  • Paralisação administrativa

  • Dificuldade na tomada de decisão

  • Judicialização e dissolução parcial

  • Perda de oportunidades por insegurança jurídica

Um contrato social sólido não é burocracia: é a base de governança que garante segurança e continuidade.


2. CNAE incorreto e ausência de licenciamento: um erro que se multiplica


A escolha equivocada do CNAE é uma das falhas mais frequentes na abertura de empresas. Ela não afeta apenas o licenciamento municipal: altera o regime tributário, as retenções, as alíquotas e até a possibilidade de enquadramento no Simples Nacional, além disso, muitos empreendedores iniciam as operações sem mapear todas as atividades que realmente serão exercidas. O resultado é uma atuação irregular, sem a cobertura documental necessária.

Consequências práticas desse erro incluem:

  • Multas por atividade incompatível

  • Risco de autuação fiscal

  • Impedimento de emissão de documentos obrigatórios

  • Aumento artificial da carga tributária

  • Bloqueio de atividades pela ausência de alvarás

Esse problema nasce da falta de estudo prévio da operação e da ausência de análise integrada da legislação municipal, estadual e federal.


3. Falta de compliance inicial e governança mínima


É comum que empresas novas tratem o compliance como algo exclusivo de grandes corporações. Esse equívoco compromete desde cedo processos essenciais que deveriam estar organizados já nos primeiros meses de atividade.

Rotinas básicas — como política de contratação, controle documental, gestão de responsabilidades internas, comunicação operacional e prevenção trabalhista são negligenciadas e abrem espaço para vulnerabilidades.

Sem um mínimo de governança, os riscos aumentam rapidamente:

  • Passivos trabalhistas precoces

  • Contratos frágeis com fornecedores e parceiros

  • Perda de informações estratégicas ou ativos intangíveis

  • Desorganização financeira e societária

O compliance inicial não é um luxo: é um mecanismo de proteção e eficiência.


Comece certo


Contar com uma assessoria jurídica especializada desde a abertura da empresa reduz retrabalho, evita prejuízos e garante que cada decisão esteja alinhada às exigências legais e às necessidades do negócio. Planejamento jurídico é uma etapa estratégica, não um detalhe e influência diretamente a capacidade de crescimento sustentável da empresa.

 
 
 

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